AS PARÁBOLAS DE JESUS

AS PARÁBOLAS DE JESUS
O Semeador
Nas próximas semanas, vamos estudar umas parábolas de Jesus. Quem sabe o que é uma parábola? Uma parábola é uma história que é contada, usando uma ilustração, para ensinar uma verdade. Por exemplo, a história de hoje fala de sementes.
Para ter plantas fortes, é preciso ter terra boa. Cada semente tem uma planta pequeninha lá dentro. Se a semente não for posta em terra boa, com bastante espaço para deixar as raízes espalharem-se e acharem comida e água, a semente não cresce e não será uma planta que produza fruto.
Jesus contou uma história a um grande grupo de pessoas. Ele usou a comparação da sementeira porque as pessoas naquela altura sabiam muito sobre essas coisas. Muitas eram agricultores e toda a gente dependia deles para conseguir a comida. Por isso, Jesus sabia que as pessoas iam entender o que estava a ensinar.
A história é assim:
Um semeador saiu para semear. Tinha um saco, cheio de sementes, e enquanto andava pelo campo, deixava caí-las, pouco a pouco.
Enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho. Ali, a terra era dura porque as pessoas a pisavam quando passavam. As sementes não conseguiram introduzir as suas raízes naquela terra, portanto cresceram por cima dela. Não passou muito tempo até as aves virem e comerem todas as sementes.
Outra parte das sementes caiu < xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" prefix="st1" namespace="">em pedregais. Aí havia muitas pedras e pouca terra. As raízes começaram a crescer dentro da terra, mas havia tantas pedras que aquelas não podiam segurar-se na terra. Quando veio o sol, as plantas queimaram-se, secando-se.
Algumas sementes caíram entre espinhos. No princípio, começaram a crescer bem, mas brevemente os espinhos cresceram mais fortes do que as sementes e sufocaram-nas.
Mas, nem todas as sementes caíram em terra dura, ou foram comidas pelas aves, ou foram sufocadas pelos espinhos. Algumas sementes caíram em terra boa. Estas sementes tiveram raízes profundas e cresceram fortemente, dando fruto. Algumas produziram mais de 30 sementes, outras 60, e algumas deram mesmo 100 sementes. Cada planta cresceu apenas duma só semente. Tudo isto aconteceu porque a semente caíu em terra boa.
Jesus contou-lhes esta história, ou parábola, para ajudar as pessoas a entenderem uma lição de Deus. Jesus explicou a história assim:
As pessoas que ouvem a Palavra de Deus, mas não a escutam, são como a semente que caiu em terra dura: a verdade da Palavra de Deus não pode entrar e ter raízes. Como a semente que foi comida pelas aves, a semente de Deus, a Bíblia, é tirada dos seus corações pelas coisas do mundo que parecem mais divertidas. Ex. Brinquedos, dinheiro, praia, practicar desporto, amigos, etc.
Algumas pessoas ficam contentes ao ouvir a Palavra de Deus, mas, têm uma terra cheia de pedras e a Palavra só pode ter raízes curtas: chega a angústia e os problemas da vida, e elas murcham. A verdade da Palavra de Deus não pode crescer nos seus corações.
Às vezes, a Palavra de Deus é aceite com alegria e começa a crescer. Mas, depois os espinhos do mundo começam a crescer. O pecado tem grandes e fortes raízes e estrangula o desejo de seguir a Palavra de Deus. Os espinhos do pecado ganham. Estas pessoas sabem o que Deus diz na Sua Palavra, mas não querem obedecê-Lhe, nem deixar as coisas más das suas vidas.
Felizmente, algumas pessoas ouvem a Palavra de Deus e aceitam-na. Deixam a Palavra crescer nos seus corações e ter raízes fundas. Elas obedecem à Palavra de Deus, deixando-a controlar as suas vidas; ficam fortes e dão fruto.
Quatro coisas aconteceram às sementes do Semeador. Quem se lembra-delas?
Terra dura, terra pedregosa, terra com espinhos, e terra boa.
Nós devemos pedir a Deus que tenhamos corações como a terra boa, onde a Palavra de Deus possa crescer e dar fruto.
João 5:24 Na verdade, na verdade, vos digo que, quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna.
2
O Trigo e o Joio
Jesus contou uma parábola sobre o mesmo problema.
Um dia, um agricultor saiu para trabalhar no seu campo. Arrancou os espinhos e o joio, tirou todas as pedras e lavrou a terra. Quando o campo estava bem preparado, o agricultor começou a lançar a semente à terra. Semeou trigo, boa semente que não tinha outra semente nele misturada. Assim, semeou todo o seu campo com esse trigo.
Naquela noite, quando era ainda escura e o agricultor e seus trabalhadores estavam a dormir, um inimigo veio visitar o seu campo, e muito de mansinho semeou aí joio. Ninguém soube o que o inimigo tinha feito.
Quando a chuva veio, as sementes abriram-se e logo começaram a crescer. Adquirindo raízes fortes e firmes. Quando as plantas eram ain
da pequenas, o joio e o trigo eram tão parecidos que o lavrador não notou qualquer diferença entre elas. As plantas desenvolveram-se e não passou muito tempo até começarem a dar fruto.
Um dia, um dos trabalhadores foi ao campo para trabalhar. Olhou para o trigo, pareceu-lhe que algo não batia certo; as plantas não eram iguais. O homem correu para casa para dar a notíca ao agricultor.
«Senhor, semeou somente trigo no seu campo?» perguntou o homem.
«Sim», replicou o agricultor, «trigo e mais nada.»
«Donde veio todo aquele joio? O campo está cheio de joio.»
«Somente podia ter sido o meu inimigo. Ele quer destruir o meu trigo.»
O homem perguntou-lhe se deviam ir arrancar o joio.
«Não», respondeu o agricultor. «devemos esperar. Agora é dificil de distinguir o trigo do joio. Podíamos arrancar o trigo por engano se se tentasse arrancar o joio agora. Deixe as plantas crescerem. Quando chegar a altura de ceifar, seria fácil distinguir o trigo do joio. Naquela altura direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos, para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
Que quer dizer esta parábola?
Na história, o agricultor é Jesus. O campo é o mundo. As sementes boas são aquelas pessoas que aceitaram Jesus como Salvador e foram semeadas no mundo para crescer e dar fruto. Aceitaram a verdade da Bíblia.
O inimigo é o Diabo. Os joios são as pessoas que seguem o Diabo. Aquelas pessoas que confiam em Cristo são trigo. Elas vivem no mundo junto aquelas que não confiam em Jesus.
Um dia, Jesus virá para os crentes. Será a ceifa no mundo. Não importa que nós não possamos ver a diferença entre as pessoas, pois Jesus sabe quem acredita n’Ele e levá-las-á para o céu. As pessoas que pertencem ao Diabo serão mandados para o inferno.
A história que Jesus contou ajuda-nos a entender a verdade sobre Ele e o que quer dizer ser cristão.
Quem era o agricultor? Jesus. Quem era o inimigo? Satanás. Quem são as sementes de trigo? Os crentes. Quem é o joio? Os não crentes.
Que disse Jesus? Que os cristãos e os não cristãos iam viver juntos no mundo, mas Jesus sabe quem realmente acredita n’Ele. Um dia Ele virá and levar-nos-á para o Céu. Os não crentes podem tentar a ser bons e agir como os crentes, mas não podem enganar Jesus. Eles vão para o inferno.
Quem é o seu inimigo? Satanás. O que é que ele tenta fazer em sua vida? Faz-me fazer coisas erradas; tenta-me, para não ler a minha Bíblia ou assistir aos cultos da Igreja.
3
O Tesouro Escondido
Deus tem nos dado muita coisa, não é?! Além de saúde, família, bens, etc., também nos deu dons. Uns podem cantar, outros praticam desporto, outros sabem desenhar. É muito importante que usemos os nossos dons para agradar a Deus.
A história de hoje fala sobre a maneira como três pessoas usaram o que Deus lhes deu.
Jesus disse: Havia um homem rico que pretendia fazer uma viagem longa. Antes de partir, chamou os servos.
Naqueles dias, quando um homem rico fazia uma viagem, entregava os seus bens aos servos fiéis. Eles tomavam conta dos bens do Senhor até ao seu regresso.
O primeiro servo recebeu 5 sacos de ouro, o segundo servo recebeu 2 sacos de ouro e o terceiro recebeu 1 saco de ouro.
O homem rico partiu e não disse aos servos quando regressava à casa.
O primeiro servo começou logo a fazer negócio com os cinco sacos de ouro que tinha. Fez bons negócios e ganhou mais 5 sacos de ouro. Agora, tinha quantos sacos? Dez!
O segundo servo só tinha 2 sacos de ouro, mas também usou o dinheiro bem e ganhou mais 2 sacos de ouro. Agora tinha quantos sacos? Quatro!
O terceiro servo não usou o dinheiro. Cavou um buraco na terra e escondeu o saco de ouro.
Muito tempo passou, mas por fim, voltou o senhor daqueles servos. Quando chegou, quis fazer contas com eles.
Chamou o primeiro servo (quantos sacos tinha dado a este servo? 5)
Aproximou-se do Senhor, trazendo os sacos de ouro para mostrar-lhe «Senhor, entregaste-me cinco sacos de ouro; eis aqui outros cinco sacos que ganhei com eles.»
«Muito bem, servo fiel,» disse o Senhor. Foste fiel com o que te dei, portanto vou dar-te muito mais agora.»
Chegou o segundo servo. Quantos sacos tinha recebido? 2
«Que tens feito com o ouro que te dei?» perguntou o senhor.
O servo mostrou-lhe os 4 sacos de ouro e explicou o negócio que tinha feito com o ouro.
O senhor ficou contente e disse, «Muito bem, servo fiel. Foste fiel com o que te dei, portanto vou dar-te muito mais agora.»
O senhor chamou o terceiro servo.
«O que é que fizeste com o meu ouro?»
O serv
o não queria dizer ao senhor, mas não tinha outro alternativo. «Bem, eu tinha medo porque sabia que o senhor era um senhor rigoroso e duro. Não queria perder o seu dinheiro, portanto escondi-o na terra.» Então ele mostrou o saco, sujo e coberto de terra, e deu-o ao senhor.
«Mau e negligente servo!» disse o senhor. Sabias que era um senhor duro. Em vez de esconderes o ouro na terra, porque não o puseste no banco? Ao menos terias ganhado os juros do banco.»
Então, o senhor mandou que eles dessem o saco de ouro dele ao primeiro servo.
Tal como o homem rico que confiou nos seus servos para usar o seu dinheiro sábiamente, Deus tem confiado aos crentes a verdade da Bíblia e dado a eles vários dons. Quem é um crente, é um servo de Deus. Na nossa lição, dois servos eram fiéis e um não. Não importava quantos sacos de ouro tinham. O que importava era o modo como eles os usaram.
A primeira coisa a saber é se és um crente do Senhor ou não. Ser crente quer dizer que tens orado a Deus, pedindo perdão dos teus pecados, e rogando-lhe que seja o teu Senhor.
O que escolhem as que são crentes: ser como o primeiro servo, ou como o terceiro?
O que é que Deus te tem dado?
Casa, família, briquedos, bicicletas, roupa, etc.
Como é que podes usar estas coisas para Deus?
4
O Teu Próximo
Um dia, Jesus falou com um advogado. O advogado perguntou-lhe quem era o seu próximo. Jesus queria ensinar-lhe a verdade da Bíblia que diz que devemos amar o Senhor com todo o nosso coração, e de toda a nossa alma, e de toda a nossa força, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Contou-lhe então esta parábola:
Um dia, um homem, judeu, descia de Jerusalém para Jericó. Viajava sozinho e o caminho era longo. Havia muitas rochas e o caminho era quase deserto.
Enquanto o homem viajava através do deserto, uns ladrões saltaram-lhe em cima e espancaram-no. Depois, tiraram todo o seu dinheiro deixando-o meio morto.
Mais tarde, um sacerdote que descia pelo mesmo caminho, (se houvesse alguém que pudesse ajudar um judeu, seria um sacerdote, não acham?) Vendo-o passou de largo.
Mais tarde apareceu um levita, (levitas eram homens que ajudavam os sacerdotes, tomavam conta do templo, cantaram, e limpavam o templo; se calhar, pensam que um levita ia ajudar um judeu, ferido e meio-morto.) que ao ver o homem, fez a mesma coisa que o sacerdote tinha feito: passou de largo.
Um terceiro viajante apareceu: um samaritano. Os samaritanos e os judeus eram inimigos, não ser provável que um samaritano parasse e ajudasse um judeu, mas foi exactamente o que aconteceu. Quando viu o homem ferido, quis ajudá-lo: aproximou-se, atou-lhe as feridas, e deitou azeite em cima delas; depois, colocou-o sobre o seu burro e levou-o para uma estalagem. Passou a noite inteira a cuidar do homem.
Ao amanhecer, o samaritano tinha que continuar a sua viagem, mas sabendo que o judeu tinha que ficar ali até que as suas feridas sarassem, deu dinheiro ao hospedeiro e disse-lhe, «Cuida dele; e tudo o que de mais gastares, eu to pagarei quando voltar.» Lucas 10:36
Jesus olhou para o advogado e perguntou-lhe, «Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?»
O advogado respondeu, «O que usou de misericórdia para com ele.»
Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.
Perguntas:
Quem é o nosso próximo? – toda a gente que precisa de ajuda
O que é que Jesus queria ensinar ao advogado? – que devemos ser bondosos, ajudar os outros; não odiá-los porque são diferentes de que nós.
Como é que podemos ajudar o nosso próximo? – fala sobre várias maneiras que podemos ajudar o nosso próximo.
5
Um Rico, Louco
No tempo de Jesus, tal como hoje em dia, muita gente queria ser rica, ou ter coisas caras. Julgavam que as riquezas os tornavam felizes. Jesus sabia disso, e então contou-lhes a parábola dum rico, cujos únicos pensamentos eram sobre dinheiro. Vamos ouvir o que Jesus lhe chamou.
Havia um homem que era muito rico. Os seus campos produziram muito trigo, muito azeite, e muitas uvas. Passou toda a sua vida a acumular dinheiro e riquezas. Comprou muitos campos, e cada campo que comprou produziu cada vez mais. Ano após ano, o homem vendia o seu trigo, o azeite e as uvas, ganhando cada vez mais dinheiro. Com o que os campos produziam o homem tornou-se cada vez mais rico.
Um ano chegou à conclusão que este ano seria o melhor de sempre. No entanto, algo o deixava preocupado. Os seus celeiros não eram suficientes para guardar todo o trigo; podia perder muito dinheiro se não tivesse celeiros maiores. Então, decidiu deitar abaixo os seus celeiros e construir outros maiores.
Pensou que depois de ter celeiros novos, o trigo, o azeite, e as uvas armazenados, nunca mais teria de trabalhar. Deixava de trabalhar e gozaria somente a vida. Teria toda a comida que precisasse, e dinheiro bastante para fazer o que lhe apetecia.
Este homem nunca pensou em Deus, mas Deus conhecia-o bem, e sabia o que estava a pensar. Naquela noite Deus disse-lhe, «Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?»
Quando Jesus acabou de contar a história, Ele disse-lhes, «Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.» A vida é muito mais do que comida e roupa. Não te preocupes com estas coisas, nem lhes dês grande importância. «Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.»
Deus é o criador da terra, da chuva, e do sol, mas o rico nunca deu graças ao Deus por nada. Nunca pensou em Deus.
Porque pensou o homem que era rico? Porque tinha muitos bens.
Qual foi o problema do homem? Só pensava em si, nunca pensou em Deus, e nunca deu graças ao Deus pelo que tinha.
Deus chamou-lhe uma coisa por causa de sua atitude. O que foi? Louco!
É possível ser rico sem dinheiro? Sim! Rico para com Deus. Rico de amor, gozo, paz, paciência, bondade, fidelidade, etc.
6
Duas Casas
Alguma vez construíste um castelo de areia na praia? O que aconteceu quando a água a bateu?
O que será melhor? Ter uma casa construída sobre a areia? Ou sobre uma rocha? Porquê?
Sabes como podes construir, ou erguer a tua vida sobre um alicerce forte? Ou ter uma vida feita sobre um alicerce movediço?
Jesus queria que toda a gente soubesse as verdades da Palavra de Deus. Assim, ensinou-as frequentemente. A lição de hoje é sobre dois homens, e como eles decidiram construir as suas casas. Cada alicerce simboliza o modo como nós construímos as nossas vidas.
Certa vez Jesus estava sentado num monte e ensinava uma grande multidão em seu redor.
Ele disse: Todo aquele, pois que escuta estas minhas palavras e as pratica, é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
Este teve que cavar a terra até que chegar à rocha, teve muito trabalho, mas, no fim, conseguiu segurar a casa sobre a rocha: quando o alicerce estava feito, construiu o resto da casa, em cima dele.
Assim que a casa ficou pronta e o homem e a sua família foram morar lá, caiu a chuva. Havia tanta chuva que o rio se encheu e transbordou as margens. As águas correram, os ventos sopraram e bateram contra a casa do homem, mas esta manteve-se firme sobre os seus alicerces.
Jesus falou depois de um outro homem que não foi tão sábio como o primeiro. Construiu a sua casa sobre a areia, achando que daria muito trabalho cavar a terra até chegar à rocha. Pensou: certamente a terra é firme e dá para construir uma casa!
Quando a chuva começou a cair, e os ventos a soprar, o homem teve um problema: a areia começou a mexer-se, e a casa começou a cair. Houve fendas nas paredes, a água entrou e, por fim, a casa caiu de toda. E foi estrondosa a sua queda!
Jesus, depois de contar esta parábola, também explicou o que queria dizer; Mateus 7:24 «Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.» A sua vida é como esta casa, e ficará forte, mesmo quando vierem as tempestades e os problemas.
Mateus 7:26 «E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.» Se não escutares as palavras de Jesus, e as cumprires, serás como o homem insensato. A tua vida não terá uma fundação (um alicerce) forte. Quando os problemas vierem, a tua vida também se irá desfazer.
O que é que Deus quer que aprendamos com estes dois homens?
Quais algumas das coisas que podemos fazer para ter um alicerce forte? Obedecer a Deus, fazer o que a Bíblia nos manda fazer, aceitar Jesus como Salvador.
Será que confiarmos em Jesus, nunca teremos problemas nas nossas vidas? Não, mas Ele dar-nos-á a força necessária para suportá-los.
7
O Bom Pastor – João 10:1-30
Pergunte aos alunos se podem lembrar-se de quem era a pessoa na Bíblia que começou como um pastor de ovelhas, e depois se tornou dum rei. Faça-lhes lembrar de que a David, quando era rapaz, foi dado a responsabilidade de guardar as ovelhas do seu pai.
Explique-lhes que o pastor ajudou as ovelhas a encontrar bons sítios para comer, as protegeu dos perigos, e, quando uma ovelha se perdeu, ele foi procurá-la.
Na nossa história de hoje, Jesus explica o que um bom pastor faz. Jesus disse-nos que Ele é como
um bom pastor que cuida das suas ovelhas. Nós somos como as suas ovelhas, que Ele ama e cuida.
Um dia, Jesus estava a falar com alguns fariseus, homens muito orgulhosos e sabedores acerca dos versículos do Velho Testamento. Mas, tiveram muita dificuldade em acreditar que Jesus fosse o Messias. Não entenderam quem Ele era ou porque é que precisavam de ser salvos. Para ajudá-los a compreender, Jesus contou-lhes esta parábola sobre o bom pastor.
As pessoas que viviam nos tempos de Jesus, sabiam muito sobre os pastores e o trabalho deles. Quando Jesus lhes disse que Ele era o Bom Pastor, as pessoas compreenderam acerca da importância de Jesus. (João 1:1-4)
Jesus disse-lhes que a pessoa que não entra pela porta no curral das ovelhas, e entra por outro lado, é ladrão e salteador. O pastor entra pela porta. Quando o pastor entra, chama as ovelhas pelos seus nomes. Elas conhecem a sua voz e o seguem, e nunca seguirão a voz dum desconhecido.
Jesus estava a dizer-lhes que Ele é o bom Pastor, e que as pessoas são as Suas ovelhas. Quando Jesus chama as suas ovelhas, elas o ouvem e o seguem.
Os fariseus não entenderam. Então, Jesus disse-lhes que Ele é a porta. Qualquer outra pessoa é um ladrão e as Suas ovelhas não o seguirão. Mas, se alguém entrar por Jesus, será salvo. O ladrão quer matar e destruir, e tenta afastar as ovelhas de Jesus. Mas Jesus veio para que “tenham vida, e a tenham com abundância.” (João 10:9-10)
Alguém que é encarregado de guardar as ovelhas, nunca sentirá tanto amor para com elas como o pastor que é o seu dono. Os empregados não darão as suas vidas para proteger as ovelhas, mas o pastor dará. (vs. 12-13)
Jesus estava a tentar descrever quem era. Um pastor guia as suas ovelhas para encontrar água e comida boa, e protege-as dentro do curral. Jesus disse-lhes que Ele é quem guia as pessoas, as suas ovelhas, à Palavra de Deus; Ele dá-lhes a água viva da fé; cuida delas enquanto vagueiam pelos campos aqui na terra, e providencia um lar no céu para elas. Jesus é a única porta para o céu, e não há outra maneira de entrar, senão por Ele.
Um pastor também protege as suas ovelhas dos lobos. Está disposto a dar a sua vida pela vida das suas ovelhas. Jesus, o Bom Pastor, já deu a Sua vida por suas ovelhas. Somente através da dádiva da Sua vida, foi possível salvar as Suas ovelhas, – nós -, do seu inimigo, – o Satanás -, que quer roubá-las.
O pastor cuida de todas as suas ovelhas. Se uma se perder, Ele sairá para encontrá-la. Jesus disse «Lucas 15:4-7» Encontrando a ovelha perdida trouxe muita alegria ao pastor, não é? Jesus disse que há ainda grande alegria no céu quando um pecador se arrepende dos seus pecados e o aceita como Salvador.
O que é que o bom pastor faz para as suas ovelhas? As ovelhas simbolizam o quê Como é que Deus cuida de ti? É Jesus o teu Pastor? Se não estás salvo, podes tornar-te numa das ovelhas de Jesus e entrar no rebanho dele agora.
8
O Filho Pródigo – Lucas 15:11-32
Para ajudar os seus alunos pensar no que é o egoísmo e o materialismo, fale sobre as seguintes situações:
1. Maria sempre quer o melhor e o maior de tudo. Mal pode esperar para receber a sua semanada, para gastar tudo em coisas para si. Está sempre a pedir dinheiro aos seus pais. Para a semana, fará anos. Quando ela receber os 25€ da sua avó, o que acham que vai fazer com o dinheiro?
2. O Miguel é grato por qualquer coisa que os seus pais fazem para ele. Quando recebe a sua semanada, dá 10% a Deus. Também guarda uma parte para a sua poupança. Miguel acabou de receber 25€ do seu tio Jorge, como uma prenda de anos. O que fará com o dinheiro?
Pergunte aos seus alunos sobre quem é que acham que é o mais feliz – e porquê. Porque é que em geral, as pessoas pensam que dinheiro, ou as coisas, lhes podem dar alegria? O que acontece à pessoa que pensa muito em acumular coisas? (torna-se muito egoísta)
A nossa lição é sobre uma história que Jesus contou a um homem que queria dinheiro, e as coisas que pode comprar com o dinheiro…. de imediato!
Logo depois que Jesus contou a parábola sobre o Bom Pastor, contou esta parábola sobre um filho perdido.
Havia um homem que tinha dois filhos. Moravam numa quinta onde tinham muitos campos, muitos animais, e muitos servos. Os dois filhos sabiam que um dia, herdariam tudo. Quando o seu pai morresse, ficariam com o dinheiro dele.
Mas o filho mais novo não queria esperar para receber o seu dinheiro. Queria usufruir do dinheiro de imediato. Um dia, foi ter com o seu pai e disse-lhe, “Pai, quero a minha parte agora.”
O pai concordou e dividiu as riquezas entre os dois filhos. Deu uma parte ao filho mais velho, e a outra ao filho mais novo.
Alguns dias mais tarde, o filho mais novo juntou todas as suas coisas e partiu. Viajou para muito longe da sua terra e começou a viver uma vida muito diferente daquela que vivia em casa do seu pai. Começou a gastar o dinheiro em coisas más. Tinha festas loucas e companheiros maus. Fez coisas que nunca faria em casa do seu pai.
Depois de algum tempo gastou todo o seu dinheiro. Não demorou muito até todos os seus amigos se foram embora. Só andavam atrás dele porque tinha dinheiro. Então, veio uma fome à terra. O jovem não tinha mais dinheiro, e em pouco tempo, também não tinha nada para comer. Pediu a um agricultor que o deixasse trabalhar para ele, e o agricultor deu-lhe o trabalho de alimentar porcos. O jovem olhou para as cascas do milho e outra comida que os porcos comiam, e apetecia comê-las também. Tinha tanta fome!
Enquanto estava a alimentar os porcos, começou a pensar no seu lar. Os servos do seu
pai não passavam fome, como ele estava a passar. Tinham muito para comer.
“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.” (vs. 18-19)
O jovem saiu do curral dos porcos, despediu-se do seu patrão, e começou a longa jornada para casa.
Mudou muito desde que saiu da casa do seu pai. As suas roupas estavam esfarrapadas, e não tinha dinheiro. Dentro do seu coração, também algo tinha mudado: apercebeu-se que o dinheiro e o prazer não traziam felicidade. Agora, sabia como tinha estado errado. Percebeu que o seu pai o deixou aprender esta lição numa maneira dura, porque sabia que nunca lhe teria dado ouvidos. Agora estava realmente arrependido.
Depois de muitos dias de viagem, aproximou-se da terra do seu pai. Mal podia distinguir as casas e os prédios da quinta quando, de repente, viu o seu pai a correr ao seu encontro! Este, abraçou-o fortemente e beijou-o com emoção.
O filho disse, “Pai, pequei contra o céu e contra ti. Já não sou digno de ser chamado seu filho.”
Ia perguntar-lhe se podia trabalhar para ele como um servo, mas o seu pai não lhe deu tempo de dizer mais nada.
Começou a dar ordens ao seus servos, dizendo: “Trazei depressa o melhor vestido e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e alparcas nos pés. E trazei o bezerro cevado e matai-o; e comamos e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado.”
Como é que o filho mais novo se transformou ao longo desta história? Duma pessoa egoísta tornou-se uma pessoa disposta a servir. A atitude para consigo e para com os outros também mudou. Arrependeu-se do mal que fez e quis voltar para a casa do seu pai.
Pergunte os seus alunos porque é que acham que o pai estava disposto a perdoar o filho. O pai viu que o seu filho estava arrependido, pois lhe pediu perdão. Compare isto com o que Deus faz para connosco. Pergunte-lhes se eles pensam que o pai estava a vigiar só naquele dia, ou todos os dias o regresso do filho?
Porque é que o dinheiro não traz alegria e contentamento? Não dura. Deixa a pessoa vazia. Não pode comprar as coisas mais importantes da vida.
9
Lázaro e o Homem Rico – Lucas 16:19-31
Pergunte aos seus alunos o que sabem acerca do céu. Fale sobre como o céu é um lugar muito especial que Deus preparou para os que são salvos. Diga-lhes que a maioria das pessoas querem ir para o céu, mas que muitas não vão. A não ser que se tornem crentes, Deus diz que não podem ir para o céu. Serão separados de Jesus para sempre. A Bíblia diz-nos o que devemos fazer para ser um crente. Faça um jogo em que as crianças procurem os seguintes versículos:
1. Romanos 3:23 2. I João 1:9 3. Efésios 2:8
4. João 3:16 5. Romanos 10:9 6. I João 5:11-12
Faça o jogo de Certo/Errado. Vai dizer algumas das coisas que as pessoas acreditam que irão levá-los ao céu. Se disser alguma coisa verdadeira, todos devem ficar de pé. Se disser alguma coisa errada, que não vai levá-los para o céu, eles devem ficar sentados.
1. Pede perdão de Deus pelos seus pecados.
2. Dá uma oferta à igreja todos os domingos.
3. Obedece os seus pais.
4. Seja bom. (Comporta-se bem)
5. Ora e vai à igreja.
6. É bondoso para com os outros.
7. Aceita Jesus como Salvador.
8. Dá aos pobres.
9. Nunca diz mentiras.
Diga-lhes então que a história de hoje é sobre um homem rico e um homem pobre. O rico provavelmente nunca fez nada de muito mau, mas nunca pensou em Deus. Nunca aceitou Jesus como Salvador. Quando finalmente começou a pensar em Deus, era tarde de mais. Todavia, o homem pobre achou o segredo da verdadeira riqueza.
Havia um hpmem rico que vestia as roupas melhores, comia a melhor comida, e tinha tudo de bom que o dinheiro podia comprar. Havia, também, um mendigo chamado Lázaro. O seu corpo estava coberto de feridas, e estava tão doente que não podia trabalhar. Todos os dias, deitava-se ao lado do portão do rico, pedindo esmolas para comprar um pouco de comida. Esperava que os servos, ou alguém, lhe desse os restos de comida ou migalhas que caíssem da mesa do rico. Estava tão doente que nem podia afastar os cães que vinham lamber as chagas.
Um dia, Lázaro morreu. E porque Lázaro amou a Deus e creu n’Ele, os anjos trouxeram-no para o céu. Que sítio maravilhoso! Não havia mais chagas ou doenças. De facto, Lázaro não era mas um pedinte. Agora, tinha tudo o que precisava.
Pouco tempo depois, o rico também morreu. Mas não houve anjos a levá-lo para o céu. A sua alma foi para o inferno, um sítio de grande tormento. Havia muito calor, e chamas que o queimavam. Continuamente, atormentando-o. E, claro, o rico já não tendo as suas riquezas, o seu gozo acabou. Agora, nada tinha, além de sofrimento.
Enquanto o rico estava em tormento, levantou os seus olhos e viu o Senhor e Lázaro à distância. Clamou para eles, “Pai, tem misericórdia de mim. Manda a Lázaro, que molhe na á
gua a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas.” (Vs 24)
Mas o Senhor disse-lhe, “Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro somente males; e agora, este é consolado, e tu atormentado; e além disso, há um grande abismo entre nós e vós, de sorte que, os que quisessem passar daqui para vós, não poderiam, nem tão-pouco os que aí estão a passar para cá.” (vs. 25-26)
O rico clamou, “Não pode mandar Lázaro à terra para que possa falar com os meus irmãos e avisá-los deste lugar de tormento?”
O Senhor respondeu, “Eles têm as escrituras. Podem ler sobre esse tormento nas escrituras.”
O rico disse, “Não vão acreditar das escrituras, mas se alguém dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.”
O Senhor disse-lhes, “Não. Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão-pouco acreditarão, ainda que alguém dos mortos ressuscite.”
Jesus queria que as pessoas soubessem como era tão importante ler as escrituras (Bíblia) e acreditar no que Deus diz sobre o céu e o inferno. Quer que nós saibamos isto, também. Quando morrermos, passaremos a eternidade ou no céu, ou no inferno. Onde vamos não tem nada a ver com o facto de sermos ricos ou pobres. Depende de aceitarmos Jesus como Salvador, ou não.
Qual foi a verdadeira diferença entre o rico e Lázaro? Lázaro acreditou em Deus; o rico não.
Para onde foi o rico quando morreu? O inferno.
Para onde foi o Lázaro? O céu
O rico podia sair do inferno depois da morte? Não
O seu dinheiro podia comprar a sua salvação? Não
O que devia ter feito o rico enquanto vivia na terra? Acreditar em Deus e usar o seu dinheiro para ajudar os outros.
Como se pode ter a certeza de ir para o céu quando morrer? Acreditar em Jesus e aceitá-Lo como o seu Salvador.
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O Fariseu, O Publicano e a Oração
Lucas 18:9-14
Escreva a palavra “orgulho” num papel. Pergunte aos alunos se sabem outras palavras ou frases que querem dizer orgulho. Escreva estas palavras no papel. (Algumas palavras podem ser: vaidoso, vanglória, soberbo, convencido, presumido) Pergunte-lhes se podem mostrar como é que age alguém orgulhoso. Encoraje os alunos a encenar como uma pessoa orgulhosa tratava os outros.
Depois, escreva a palavra “humilde” no papel. Pergunte os alunos se sabem outras palavras que querem dizer a mesma coisa. Escreva estas no papel: manso, dócil, meiga, pacífico, modesto. Pergunte-lhes se podem mostrar como é que age alguém humilde. Encoraje os alunos a encenar como uma pessoa humilde tratava os outros.
Qual tipo de pessoa que terá menos dificuldade em ir ter com Deus e pedir perdão pelos seus pecados? Porque?
A nossa história, esta semana, trata de dois homens. Um, era orgulhoso, e o outro humilde. Escutem e vão ver o que Jesus disse sobre os dois homens.
No tempo de Jesus, havia um grupo de pessoas que pensavam que eram mais importantes do que os outros. Eram os fariseus. Os fariseus confiavam em si mesmo e pensavam que eram muito justos por serem quem eram. E, odiavam qualquer pessoa que não fosse fariseu. Jesus falou com eles frequentemente porque os amava, e queria que entendessem quem Ele era. Mas, aqueles eram orgulhosos demais para lhes darem ouvidos. Pensavam que sabiam tudo sobre Deus. Jesus porém, nunca desistiu. Um dia, ele contou uma parábola sobre um fariseu e um publicano. Os publicanos eram pessoas que cobravam os impostos, e muitas vezes, enganavam as pessoas e ficavam com o dinheiro.
Jesus disse, “Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu começou a dizer a Deus como ele próprio era tão bom. Estando em pé, orava para si desta maneira: Oh Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.”
Quer dizer, estava-se a gabar a Deus dizendo, “Oh Deus, graças te dou porque não engano as pessoas. Não tiro o dinheiro dos outros. Não cometo pecado como eles. Dou graças porque não estou como este publicano, um pecador.”
Enquanto o orgulhoso fariseu estava a orar, ou melhor dizendo, a gabar, o publicano estava à entrada do templo. O publicano cobrava os impostos, exigindo que as pessoas dessem mais dinheiro do que deviam e guardava uma parte para si.
Dentro do templo, o publicano sentiu-se tão envergonhado que nem ousava olhar para cima. Baixou a sua cabeça e, sentiu-se tão triste por causa do seu pecado, que batia no peito, dizendo: Oh Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Depois de contar esta parábola, Jesus explicou-lhes qual era a verdade importante. Ele disse: Digo-vos que o publicano voltou para sua casa, com os seus pecados perdoados, mas o fariseu não. É assim com toda a gente. Se alguém é orgulhoso e se gaba da si mesmo, então será humilhado. Mas se alguém é humilde, especialmente perante de Deus, então Deus o exaltará e lhe dará honra.
Qual foi a verdade que Jesus queria que os fariseus aprendessem? (não serem orgulhosos, confiassem em Jesus e não em si mesmos, a serem humildes)
Qual o homem que sabia que era um pecador? (o publicano)
Que quer dizer ser um pecador?

O que é que Jesus quer que façamos, em relação aos nossos pecados?
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O Homem, os Lavradores e o Filho
Mateus 21:33-44
Certa vez, enquanto Jesus estava a ensinar o evangelho às pessoas reunidas no templo, foi abordado pelo sumo sacerdote e pelos escribas, (as pessoas que detiveram autoridade e não gostaram de Jesus) e exigiram saber donde vinha a Sua autoridade para ensinar.
“Escutem,” disse Jesus. Havia um homem, dono de muitas propriedades que plantou uma vinha enorme. Querendo proteger o seu fruto dos ladrões e dos animais selvagens, construiu um muro em redor da vinha e numa parte desse muro ergueu uma torre, para que um guarda pudesse vigiá-la.
Quando o proprietário terminou a sua plantação, procurou algumas pessoas que pudessem cuidar da vinha e encontrou alguns lavradores que concordaram em alugá-la e tomar conta de tudo. “Podem tomar conta da minha vinha,” disse o proprietário. “E podem vindimar as uvas e tirar lucro do negócio, mas terão que me pagar a minha porção.”
Os lavradores pensaram que este era um acordo justo, e concordaram pagar um certo preço ao proprietário. Depois de fazer o acordo, o proprietário viajou para uma terra distante, deixando-os a tomar conta da vinha.
Quando as uvas estavam prontas para a colheita, o proprietário mandou um servo à vinha para cobrar a renda, mas os lavradores não queriam pagar a renda que deviam. Quando o servo chegou, espancaram-no e mandaram-no a voltar para o proprietário, sem lhe dar a renda.
Então, o proprietário mandou sucessivamente mais servos para cobrar a renda, e de cada vez os lavradores maltratavam-nos.
Quando ouviu o que aconteceu aos seus servos, disse, “Esta vez, vou mandar o meu filho. Certamente vão respeitá-lo.” Logo, mandou o seu filho para cobrar a renda a estes lavradores maus.
Vendo os lavradores que o filho do proprietário estava a caminho para a vinha, disseram uns aos outros, “Este é o filho que vai herdar tudo. Se o matarmos, então podemos guardar a terra para nós mesmos.” E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.
Quando Jesus chegou a esta parte da parábola, parou, e perguntou aos ouvintes: “Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?”
Os sacerdotes e os escribas disseram, “Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.
Disse-lhes Jesus: “Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo. E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.”
Jesus estava a explicar-lhes que Deus é o proprietário. É Ele que fez a terra e tudo que está nela; tudo e todos pertencem a Ele. Nós devemos as nossas vidas a Deus.
Os lavradores maus são aqueles que não acreditam em Deus e não Lhe dão as suas vidas. Jesus é o filho de Deus.
Quando os sacerdotes e os escribas ouviram esta história, perceberam logo o que Jesus queria dizer. Jesus sabia que O iam matar. Sabiam que não estavam a tomar conta do povo de Deus como deviam: e agora Jesus disse-lhes que o filho do proprietário estava cá na terra.
Os inimigos de Jesus ficaram muito zangados, e quiseram matá-lo logo. Mas, porque havia muita gente presente, tiveram que esperar.
Na história que Jesus contou, porque é que o proprietário mandou o seu filho aos lavradores? Para cobrar a renda, porque não honraram os servos, porque deviam ter respeito para com o filho.
Porque é que os lavradores maus mataram o filho? Porque não queriam dar ao proprietário o que deviam. Queriam guardar tudo para eles.
Porque é que Deus mandou o Seu filho à terra, quando sabia que pessoas más O iam crucificar? Porque nos ama. Porque foi a única maneira de nos salvar.
Tens rejeitado o filho de Deus? Ou vais aceitá-Lo? (Usar os livros sem palavras para explicar a salvação?)
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Cinco Sábias – Cinco Loucas
Mateus 25:1-13
Na altura em que Jesus vivia aqui na terra, não havia electricidade. As pessoas usavam lamparinas de azeite para alumiar as suas casas. Estas lamparinas tinham pavios que eram colocados dentro de azeite. O pavio, molhado no azeite, queimava quando o acendiam e extinguia-se logo que o azeite acabava.
Vocês, alguma vez, assistiram a um casamento e às bodas? Aí serviram bolo, não é? A nossa lição de hoje é sobre algumas pessoas que foram convidadas para um casamento, mas não puderam estar presentes por não terem azeite nas suas lamparinas.
Um dia, Jesus estava sentado numa encosta com os seus discípulos e contava várias parábolas, ou histórias, sobre o reino dos céus. Os discípulos aprenderam muitas verdades destas parábolas, sendo uma delas sobre dez moças.
Jesus contou-lhes:
O reino dos céus é semelhante a dez virgens que, tomando as suas lamparinas, saíram ao encontro do esposo.
Cinco destas moças eram sábias e cinco loucas. As sábias levaram bastante azeite para as suas vasilhas, porque não sabiam quanto tempo teriam que esperar pela chegada do marido. As loucas levaram apenas o que havia dentro das suas lamparinas..
As dez moças acenderam as lamparinas e olhavam para a rua, esperando ver o esposo. De facto, esperaram tanto tempo, que acabaram por adormecer.
De repente, à meia-noite, alguém gritou, “O esposo está a chegar! Venham ao seu encontro!”
Os gritos acordaram as moças que logo se levantaram. Antes de sair na escuridão da noite, trataram os pavios das lamparinas. As cinco loucas descobriram que já não tinham azeite. Estas disseram às sábias: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lamparinas se apagaram-se. Mas as sábias responderam: Não podemos, não haja que nos falte a nós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.”
E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechando-se a porta.
Mais tarde, chegaram as cinco loucas com as suas lamparinas já acesas. Quando se aproximaram, encontraram a porta fechada. Começaram a gritar, “Senhor, Senhor, abre-nos.” Mas ninguém abriu a porta. Em vez disto, o esposo disse-lhes, “Não vos conheço.”
Quando Jesus chegou ao fim desta parábola, disse aos seus discípulos, “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.”
Como é que as cinco moças foram sábias? Porque levaram o azeite com elas; estavam preparadas para a vinda do esposo.
O que é que as loucas tiveram que fazer quando o seu azeite acabou? Tiveram que sair e comprar mais.
Qual foi o resultado? Perderam a chegada do esposo e não puderam entrar para as bodas.
Um dia, talvez em breve, Jesus voltará. Levará para o céu todo aquele que acredita n’Ele. Jesus é o esposo de quem estamos a espera. Como é que podemos estar prontos para a Sua vinda? Entregue-se a Jesus, viva numa maneira que seja agradável a Ele
13
As Bodas
Mateus 22:1-14
Faça lembrar os seus alunos de que nos últimos meses, estiveram a aprender sobre as parábolas de Jesus. Pergunte-lhes se podem dizer o que é uma parábola. Uma parábola é uma história que é contada, usando uma ilustração, para ensinar uma verdade.
A nossa lição de hoje também é uma parábola que Jesus contou. Jesus disse-lhes que esta parábola ensinava algo sobre o reino dos céus. Encoraje os alunos a descobrir qual era a verdade que Jesus queria mostrar nesta parábola.
Havia um rei que planeou uma grande festa para celebrar o casamento do seu filho. Convidou muita gente. Quando chegou a altura da festa, o rei mandou os servos anunciarem aos convidados que tudo estava pronto. Os servos espalharam-se pelo reino, anunciando que a festa estava pronta, mas nenhum dos convidados quis vir.
Então, o rei mandou mais servos aos convidados. Indo, disseram, “O rei tem preparado uma grande festa. Matou bois e vitelas; está tudo pronto. Venham às bodas!”
Mas, mesmo ouvindo tudo o que o rei tinha feito para as bodas, recusaram assistir; Umas viraram as costas e voltaram ao trabalho nas suas quintas; os que eram comerciantes, continuaram a trabalhar nas suas lojas. O convite do rei não tinha qualquer interesse para eles.
Mesmo, algumas pessoas tratavam mal os servos do rei. Chegaram até matar alguns que foram ter com eles para entregar o convite do rei.
Quando o rei ouviu como as pessoas agiram, ficou muito zangado. Mandou o seu exercito destruir os assassínios, bem como as suas cidades.
Depois, chamou mais alguns dos seus servos, e disse-lhes, “O casamento está pronto e não sendo convidados dignos de ser chamados, Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.
Os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial encheu-se de convidados. A cada um foi dada uma veste de núpcias, de maneira que todos estavam preparados para o casamento.
O rei, entrando para ver os convidados, reparou um homem que não estava trajado com veste de núpcias, e disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? Ele emudeceu. De facto, podia ter vestido a roupa que o rei preparou para ele, mas não quis. Agora, era tarde demais porque o rei apanhou-o sem a roupa adequada.
Disse, então, o rei aos servos: “Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Muitas pessoas são chamados, mas poucos escolhidos.”
Depois da contar a história, pergunte se algum voluntário pode explicar porque é que a Bíblia ensinou isto acerca do reino dos céus. Deixe vários participarem. Explique aos alunos que a ideia principal é que todos têm recebido um convite para ir para o céu, mas somente aqueles que aceitam a veste da salvação, pela fé em Cristo, podem entrar.
Deus dá-nos o direito de ir para o céu através da morte e ressurreição do seu filho, Jesus. Só-nos resta a nós aceitá-lo.

Deus te ama e tem um plano maravilhoso de vida e salvação para você!!!
Pastor Júlio Fonseca

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Sou o pastor Júlio Fonseca da Igreja de Deus no Brasil no município de Anhanguera - Go. Procuro ser útil na evangelização por meio deste meio de comunicação. Com paz e amor segundo nosso Senhor!

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