Ousadia são para os que Creem

Ousadia são para os que Creem
Ousadia são para os que Creem

Ousadia são para os que Creem

Texto Básico: Dt 31.6-23

A prática da ousadia é a arte de portar-se corajosamente diante das obrigações, oportunidades e desafios da vida cristã e do ministério decorrente da vocação celestial, em função do poder de Deus e dos recursos que ele coloca à disposição de todos que o cercam e de todos que o servem.

Não é pequeno o número de tímidos. Por causa da timidez, o homem não faz tudo que poderia fazer, não alcança todas as vitórias que poderia alcançar. Fica parado, sonhando sempre, desejando sempre, planejando sempre, tendo sempre as mesmas boas intenções. Com o preguiçoso acontece o mesmo. Mas o mal de muitos não é exatamente a preguiça, e sim o receio, o medo, o acanhamento, o acovardamento, a indecisão. Todavia, a timidez favorece a preguiça e a preguiça favorece a timidez.

A Bíblia trata a timidez com rigor. Entre os judeus, o soldado “medroso e de coração tímido” deveria voltar para casa: além de inapto, ele poderia contagiar os outros com a sua timidez (Dt 20.8). Jesus fez uma pergunta muito séria aos discípulos por ocasião da travessia do mar de Genezaré: “Por que sois assim tímidos?” (Mc 4.40). O medroso precisa descobrir as razões de sua timidez e livrar-se dela.

  1. Ousadia não é escarcéu

Ousadia não é esbravejar, ameaçar, fazer barulho, bazofiar, prometer mundos e fundos, chamar a atenção, desafiar a adversidade e os adversários, subir acima das nuvens do céu. Ela não é outra coisa senão dar conta do recado com permanente disposição e com o prudente acompanhamento da modéstia cristã. O exercício da ousadia não prejudica o exercício da humildade, nem este prejudica aquele. Uma virtude não ofusca nem danifica a outra.

  1. Coragem!

A ordem “Sê forte e corajoso” é muito insistente nas Escrituras. Foi dirigida ao povo de Israel em ocasiões de perigo e desafio, na época de Moisés (Dt 31.6- Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa deles, pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês; nunca os deixará, nunca os abandonará”.), Josué (Js 10.25- Disse-lhes Josué: “Não tenham medo! Não se desanimem! Sejam fortes e corajosos! É isso que o Senhor fará com todos os inimigos que vocês tiverem que combater”.) e Ezequias (2Cr 32.7- “Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem se desanimem por causa do rei da Assíria e do enorme exército que está com ele, pois conosco está um poder maior do que o que está com ele. ).

Foi dirigida a Josué, o sucessor de Moisés, seguidas vezes (Dt 31.7, 23; Js 1.6, 7, 9, 18).

7 Então Moisés convocou Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: “Seja forte e corajoso, pois você irá com este povo para a terra que o Senhor jurou aos seus antepassados que lhes daria, e você a repartirá entre eles como herança.

23 O Senhor deu esta ordem a Josué, filho de Num: “Seja forte e corajoso, pois você conduzirá os israelitas à terra que lhes prometi sob juramento, e eu próprio estarei com você”.

 

 

Jesus usava com frequência uma expressão semelhante (“Tem bom ânimo”), que a Bíblia na Linguagem de Hoje reduz em uma só palavra: “Coragem!” O Senhor deu esse conselho ao paralítico de Cafarnaum

(Mt 9.2- Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico, deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados”.

), à mulher hemorrágica (Mt 9.22- Voltando-se, Jesus a viu e disse: “Ânimo, filha, a sua fé a curou! ” E desde aquele instante a mulher ficou curada.),

aos discípulos  APÓS MULTIPLICAR 5 PÃES E 2 PEIXES PARA ALIMENTAR A MULTIDÃO JESUS MANDA ELES IREM PARA O OUTRO LADO ENQUANTO IA SUBIR AO MONTE PARA ORAR E O VENTO É MUITO FORTE CONTRA O BARCO  E JESUS DIZ..(Mt 14.27)  Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! ”

, ao cego de Jericó (Mc 10.49) Jesus parou e disse: “Chamem-no”. E chamaram o cego: “Ânimo! Levante-se! Ele o está chamando”.

e mais uma vez aos discípulos:

“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33)

III. Ousadia para quê?

Precisamos de ousadia para entrar com naturalidade na presença de Deus, no Santo dos Santos, como diz as Escrituras (Hb 10.19- Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus,), certos de que o Senhor nos recebe e nos atende em Cristo.

Precisamos de ousadia para sair da rotina e fazer proezas: “Em Deus faremos proezas” (Sl 60.12).

(OUTRA VERSÃO)Com Deus conquistaremos a vitória, e ele pisoteará os nossos adversários.

A ousadia espiritual pode conduzir-nos à experiência de Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13).

Precisamos de ousadia para seguir os caminhos do Senhor, indo contra a opinião pública, contrariando o sistema, nadando contra “o curso deste mundo” (Ef 2.2),

não nos conformando com este século (Rm 12.2). Esses alvos são profundamente difíceis e exigem séria e constante intrepidez. Precisamos de ousadia para confiar em Deus, ainda que andemos pelo vale da sombra da morte (Sl 23.4), “ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares” (Sl 46.2), e ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira (Hc 3.17-19). Apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, Paulo e Silas tiveram ousada confiança em Deus para anunciar o evangelho aos tessalonicenses, “em meio de muita luta” (1Ts 2.2).

Precisamos de ousadia para tornar conhecido o evangelho do reino, para anunciar a Palavra de Deus, para ensinar, para falar, para pregar a um mundo incrédulo, corrompido, desinteressado, cego e zombador, como aconteceu com os apóstolos: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (At 4.31; 9.27, 28; 13.46; 14.3; 18.26; 19.8; e 28.30, 31).

4:31 Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

9:27,2831 Então Barnabé o levou aos apóstolos e lhes contou como, no caminho, Saulo vira o Senhor, que lhe falara, e como em Damasco ele havia pregado corajosamente em nome de Jesus.
Assim, Saulo ficou com eles, e andava com liberdade em Jerusalém, pregando corajosamente em nome do Senhor.
Só com muita ousadia é possível alargar, alongar e firmar bem as estacas, transbordando para a direita e para a esquerda, não importa sejamos fracos e poucos (Is 54.1-3).

“Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido”, diz o Senhor.
“Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas.
Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda; seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas. ”
Isaías 54:1-3

Precisamos de ousadia para enfrentar o sofrimento, para não deixar de “seguir para Jerusalém”, para beber o cálice do sacrifício, para passar pela prova de escárnios e açoites, de algemas e prisões, de tortura e morte, ” (Hb 11.35-38). Está registrado na Bíblia que, quando estava para ser morto, Jesus “manifestou no semblante a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lc 9.51).

  1. As bases da ousadia

Jesus

Por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor, “temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” (Ef 3.12). Porque Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, porque ele é o supremo sacerdote, porque ele subiu aos céus e está à direita de Deus, porque ele é capaz de condoer-se das nossas fraquezas, porque ele é o Autor e Consumador da fé e porque ele, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz – somos tomados de grande ousadia para ir até o trono de Deus e lá permanecer “para recebermos a sua misericórdia e acharmos a sua graça para nos ajudar em nossos tempos de necessidade” (Hb 4.14-16; 12.1-3, BV).

  1. A esperança

A esperança da glória vindoura nos faz andar altaneiramente (Hc 3.19), como filhos do Rei, como irmãos do próprio Jesus, como herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17). A esperança em si já é ousadia (Hb 3.6). Paulo explica: “Já que sabemos que esta nova glória nunca acabará, podemos pregar com grande ousadia” (2Co 3.12, BV).

  1. A oração

Dificilmente alguém se levanta tímido depois de orar fervorosamente: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). O apóstolo solicitava as orações da igreja em seu favor, para ele fazer conhecido o mistério do evangelho com intrepidez (Ef 6.19).

  1. A comunhão com Deus

O sinédrio reconheceu que a convivência de Pedro e João com Jesus lhes dera intrepidez .

(At 4.13 -Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.)

Os que se demoram na presença do Senhor e nele permanecem têm possibilidades imensas.

(Jo 15.5- 5 “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.

Adquirem, entre outras virtudes, a necessária coragem para enfrentar a oposição com sabedoria e vitória.

  1. Os sucessos acumulados, a experiência obtida

Foi isso que o imberbe Davi explicou ao rei Saul: “O Senhor me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu” (1Sm 17.37). Paulo lembra que “os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus” (1Tm 3.13).

  1. O estímulo alheio

Veja-se a citação de Paulo: “A maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais assombro a palavra de Deus” (Fp 1.14).

 Assim como o soldado tímido gera timidez, o soldado corajoso gera bravura. A ousadia é tão contagiante quanto o medo.

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Sou o pastor Júlio Fonseca da Igreja de Deus no Brasil no município de Anhanguera - Go. Procuro ser útil na evangelização por meio deste meio de comunicação. Com paz e amor segundo nosso Senhor!

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