Rapper conta como largou a fama para seguir Jesus: “Conheci a Verdade que liberta”


Rapper conta como largou a fama para seguir Jesus: “Conheci a Verdade que liberta”

Seu nome é Denílson Vertelo, mas ele é mais conhecido por Mano Reco. Já reuniu mais de 70 mil pessoas em São Paulo quando fazia parte do grupo “Detentos do Rap”. No auge de sua fama ele desistiu de tudo para seguir Jesus, mas a música não estava fora de seus planos. Em vídeo compartilhado no YouTube, Reco conta parte de seu testemunho.

“Quando eu fiz 20 anos, eu não era mais um menino que sonhava em ser algo, mas eu já era o cara que os meninos sonhavam em ser o que eu era. Aprendi do jeito que a rua nos ensina. O crime é o que é, mas não admite falha. Uma palavra mal colocada acaba com uma vida. Não vai mudar. Quando as pessoas escolhem a rua, é o que a rua oferece para nós. E o ‘Detentos do Rap’ quando entrou na minha vida proporcionou sabe o que? Fama, dinheiro, mulher, carros loucos, ser reconhecido nas quebradas. Todo lugar que canto essa música todo mundo canta junto”, disse.

Mano Reco teve seu primeiro contato com o rap quando era DJ. Aos 17 anos entrou para o mundo do crime, onde acabou sendo preso por furto. Na cadeia, formou o Detentos do Rap, com Daniel Sancy, Marcão, Eduardo Fonseca e Maurício.

“Eu alcancei aquilo que eu almejava. Eu tinha um sonho na minha vida, eu sonhava em fazer um rap e quando ele veio eu cantava para 70 mil pessoas no sambódromo do Anhembi, da Marginal Pinheiros. Lembranças que eu trago. Cachezão na hora de sete cruzeiros (7 mil reais), imagina o que mais eu queria?”, ressaltou.

“Mas, tem uma coisa. A pior frustração que alguém pode ter e você sonhar em ser uma coisa e alcançar aquela coisa. Eu alcancei aquilo que sonhava, em ser um rapper conhecido e falar o que tinha no meu coração. Quem nunca cantou minhas músicas? Tem gente aqui que sabe muito bem. Alcancei, mas a pior frustração é saber que assim que os holofotes se apagava, tinha um vazio forte na minha vida. Mas, não adiantava falar nada para o travesseiro. Quando os holofotes se apagavam a vontade que eu tinha era de me matar”, revelou.

Transformação

Mano Reco se converteu em 2005, quando foi fazer um curso de Teologia para compor novas músicas para o Detentos do Rap. Mas, o interesse acabou sendo tanto que ele abandonou o grupo para seguir carreira solo. “Como poderia cantar guerra se conheci o amor?”. No ano de 2006 ele começou a compor canções para Deus e lançou seu primeiro CD solo, chamado “A Verdade Dói mas Liberta”.

“Tem gente que não entende porque o nosso parceiro do outro lado (tem vontade de morrer). Você não imagina a cena do que é abraçar a perna de alguém e levantar para cortar as cordas. E depois passar uns 40 minutos colocando a língua para dentro. De um cara que todo mundo queria ser o que o cara era e ter de ouvir de algumas pessoas: ‘Você é louco? Tem uma casa quitada, um carro louco, esposa bonita, tudo da hora, porque o cara faz isso? Se matou por causa de quê?’ Você não sabe de nada, irmão”, disse no testemunho.

“Você não sabe o que é ser frustrado quando alcança aquilo que pensa que vai tapar o vazio. Um milhão de reais e tem gente que não resolve seu problema. Mas, hoje nós temos vivido um pedaço do inferno na nossa casa. Entende o que eu quero dizer? Tem gente que me chama de louco. ‘Porque ele largou tudo?’ Porque eu achei uma coisa que preencheu o meu vazio. Não é abandonar ninguém, eu continuo fazendo rap, mas agora eu estou no time de um cara que morreu na cruz do calvário e é meu parceiro, pode resolver meus problemas”, pontuou.

“Não é questão de estilo musical ou de vender CDs. Eu achei que eu tinha alcançado o auge da minha vida, eu achei que ali estava estabelecido tudo certo. Showzão top, dinheiro no bolso. Hoje eu posso te falar, não é te oferecendo ostentação na igreja, porque você não pode ir atrás de uma boa conta no banco. Você tem que conhecer uma verdade que te liberta e aí vai a igreja atrás de um cara que pode lhe dar uma coisa que o dinheiro não compra”, salientou.

Confira o testemunho na íntegra:


Fonte da notícia: guiame

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