Lição 13: Quando tudo se fizer novo

Lição 13
22 a 29 de dezembro

Quando tudo se fizer novo
22 a 29 de Dezembro

Sábado à tarde     Ano Bíblico: Ap 1–3

VERSO PARA MEMORIZAR: “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e
não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as
primeiras coisas são passadas” (Ap 21:4, RC).Leituras da semana: 1Ts 4:16-18; Ap 20; 1Co 4:5; Rm 8:20-22; Ap 21:11–22:5; Ap 21:3

Pensamento-chave: O que é o milênio, quando acontecerá, e a que ele levará?

Thomas
More (1478-1535) foi um autor inglês que cunhou a palavra utopia a fim
de descrever uma ilha imaginária com um sistema social e legal
aparentemente perfeito. Desde então, a palavra é muitas vezes usada
pejorativamente para designar a impossibilidade da ideia de uma
sociedade perfeita. Afinal, considere quantas vezes os seres humanos têm
tentado criar “utopias”. Eles sempre falharam e de modo lastimável.

A
Bíblia, porém, ensina sobre a verdadeira utopia. Em certo sentido, esse
tem sido o objetivo para o qual a Divindade trabalhou desde a queda da
humanidade, no Jardim do Éden. Deus quer reconduzir a humanidade à
utopia que Ele havia criado originalmente para nós.

No santuário
celestial, Cristo concluirá Sua obra para a salvação da humanidade.
Depois disso, Ele virá à Terra uma segunda vez, mas com uma glória nunca
vista antes, ressuscitará os santos mortos e transformará os vivos. E
todos eles reinarão com o Senhor Jesus no Céu por mil anos.

Esse é
o tempo que chamamos de “milênio” (equivalente à palavra mil). O início
do milênio marca o começo da única “utopia” que os seres humanos
conhecerão desde o Éden, antes da queda.

Domingo  Ano Bíblico: Ap 4–6

Eventos que iniciam o milênio

Se
o milênio marca o início da “utopia” de Deus para Seu povo, é natural
que tentemos saber quando ele começará e como será. O milênio, como um
conceito, aparece em Apocalipse 20, onde é mencionado seis vezes, entre
os versos 2-7.

Para saber o tempo do milênio, o lugar de
Apocalipse 20 no fluxo geral do livro precisa ser determinado. Embora o
livro não siga uma linha direta de tempo, neste caso, não é muito
difícil determinar quando começa o milênio.

1. A descrição da
ressurreição ajuda a determinar o tempo em que começa o milênio? Que
eventos, ligados entre si, ocorrerão nessa ocasião? 1Ts 4:16-18; Ap 20

Algum
tempo antes do segundo advento de Jesus, o Apocalipse prediz que três
poderes (o dragão, a besta e o falso profeta) reunirão as nações para
que se oponham à obra de Cristo e ao Seu povo (Ap 16:13). No momento da
vinda de Cristo (Ap 19:11), as nações se reunirão para fazer guerra
contra Cristo, mas, no processo, a besta e o falso profeta serão
destruídos (Ap 19:19, 20). Apocalipse 20, então, menciona o destino do
terceiro poder, o dragão. Enquanto os mortos em Cristo são
ressuscitados, na chamada primeira ressurreição (v. 5), o dragão
(Satanás) será capturado e lançado no abismo por mil anos (v. 1-3).

Alguns
desses incríveis eventos também estão retratados em 1Tessalonicenses
4:16-18 e 2 Tessalonicenses 1:7-9. Essas passagens juntas ajudam a
explicar o que acontecerá antes do começo do milênio.

Esse
começo, é claro, coincide com o segundo advento de Cristo. Os mortos em
Cristo serão ressuscitados para se unir aos vivos fiéis, e ambos os
grupos serão levados para o Céu. No momento da vinda de Cristo, os
ímpios vivos serão mortos por Seu “esplendor” (2Ts 2:8, RC). E a Terra
desolada se tornará a prisão de Satanás, que ficará “preso” por mil
anos, por assim dizer, em uma cadeia de circunstâncias. A razão para a
prisão de Satanás é dada: “Para que não mais engane as nações” (Ap 20:3,
RC). Muitos veem uma ligação simbólica entre o “banimento” do bode
expiatório no Dia da Expiação (Lv 16:22) e as circunstâncias de Satanás
durante o milênio.

Recapitule os eventos revelados nesses versos,
acontecimentos sobrenaturais que mostram a grandeza e o poder de Deus,
em contraste com a fraqueza e impotência da humanidade. Como podemos
manter sempre esse contraste importante diante de nós? Por que isso
seria um bom remédio para o orgulho e a autossuficiência?

Segunda  Ano Bíblico: Ap 7–9
Durante o milênio

2. Qual é a evidência de que o milênio se desenrola nos Céus (pelo menos para os salvos)? Ap 20:4-6

Um
segmento específico do grupo que participará do milênio é descrito como
“as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como
por causa da Palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem
tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão” (Ap
20). Entendemos que a Bíblia não ensina a existência de almas
conscientes, separadas, imortais. Esse texto, em vez disso, está
retratando os que passaram pela experiência da perseguição, descrita em
Apocalipse 12:17–13:18. No segundo advento (em cuja ocasião ocorre a
primeira ressurreição), essas almas perseguidas voltam à vida e, após a
ressurreição, reinam no Céu com Cristo (compare com 1Ts 4:15-17).

3.
Apocalipse 20:4 chama a atenção para outro evento durante o milênio, ao
dizer especificamente que o juízo será dado aos remidos. Sabendo que os
fiéis estarão reinando com seu Senhor e que os maus terão sido mortos
pelo esplendor da vinda de Cristo, qual será a natureza e o propósito
desse juízo?

Uma das três coisas que enfatizamos na semana
passada (segunda-feira) foi o juízo relacionado com o ministério de
Cristo no santuário celestial antes da segunda vinda de Cristo. Esse
juízo é diferente daquele de Apocalipse 20:4, o qual é realmente o
cumprimento da promessa de Cristo em Mateus 19:28, e que corresponde à
declaração de Paulo de que os santos deverão julgar o mundo (1Co 6:2,
3).

O conceito de juízo na Bíblia é rico e multifacetado. O juízo
final tem três fases, a primeira das quais é aquela associada ao
ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial. Os adventistas
do sétimo dia a chamam de fase investigativa do juízo final. Em seguida,
há a fase de revisão do juízo, durante o milênio, mencionada em
Apocalipse 20:4 e 1 Coríntios 6:2, 3. Nessa fase, os redimidos terão a
oportunidade de examinar os caminhos de Deus e Seu juízo com relação aos
agentes da rebelião. A terceira fase do juízo final é a executiva, que
faz parte dos eventos que ocorrerão no fim do milênio.

Tendo em
mente o que você leu hoje, leia 1 Coríntios 4:5. Que esperança
importante é encontrada ali, em vista do fato de que temos muitas
perguntas não respondidas?

Terça  Ano Bíblico: Ap 10, 11

Eventos do fim do milênio

4. Que evento marca o fim do milênio e que oportunidade ele oferece a Satanás? Ap 20:7-9

A
reversão das circunstâncias de Satanás marca sua “libertação”. Esse
evento está relacionado com a ressurreição do restante dos mortos, que
“não reviveram até que se completassem os mil anos” (v. 5). A expressão
“Gogue e Magogue” é usada em sentido figurado, como em Ezequiel 38:2,
para descrever aqueles que Satanás conseguirá enganar – os ímpios de
todos os tempos. Satanás inspirará essa multidão universal a tentar
derrubar a cidade de Deus. Apocalipse 20:9 sugere que a cidade, a Nova
Jerusalém, nesse tempo já terá descido do Céu para a Terra, com Cristo, e
Satanás e suas hostes marcharão contra ela. Uma descrição detalhada da
cidade é dada em Apocalipse 21.

5. Como foi dito, o Apocalipse
não segue uma ordem cronológica distinta. Leia Apocalipse 20:11-15. Como
a ideia de juízo é expressa ali? O que significa o fato de que a
punição final ocorre após o envolvimento dos santos no juízo? Ap 20:4

“Durante
o milênio, os santos participam de um juízo deliberativo, que analisa
os casos dos perdidos da Terra e dos anjos caídos. Esse juízo é
evidentemente necessário, tendo em vista a natureza cósmica do problema
do pecado. O curso da rebelião do pecado tem sido objeto de preocupação e
interesse por parte de outros mundos (Jó 1; 2; Ef 3:10). O período de
pecado deve ser tratado de tal maneira que corações e mentes em todo o
Universo de Deus fiquem satisfeitos com seu tratamento e conclusão, com
referência específica ao caráter de Deus. Para os resgatados da Terra,
será especialmente importante entender o trato de Deus para com aqueles
que clamarão aos rochedos que caiam sobre eles e os escondam ‘da face
dAquele que Se assenta no trono’ (Ap 6:16). Eles devem ficar totalmente
convencidos de que Deus foi justo em Sua decisão a respeito dos
perdidos” (Handbook of Seventh-day Adventist Theology [Tratado de
Teologia Adventista do Sétimo Dia]; Maryland, Review and Herald
Publishing Association, 2000, p. 932).

O que nosso envolvimento
no julgamento dos perdidos nos ensina sobre o caráter de Deus? Como esse
conceito se encaixa com a ideia do grande conflito?

Quarta Ano Bíblico: Ap 12–14

A Nova Terra

Apocalipse
20 termina com a eliminação de Satanás e suas hostes. Apocalipse 21
começa com a visão de um novo céu e uma nova Terra.

6. Apocalipse
21:1-5 traz a promessa de que Deus fará novas todas as coisas. De que
forma isso reflete o relato da criação? (Gênesis 1; 2). Quais são as
diferenças?

A palavra traduzida como “novo” em Apocalipse 21:1
enfatiza algo novo na forma ou na qualidade, em vez de novo, como em um
“novo” evento no tempo. O propósito de Deus na criação de Gênesis não
será realizado até que a promessa de fazer novas todas as coisas seja
cumprida na Nova Terra. Por isso, toda a criação geme e anseia por
libertação (Rm 8:20-22). A nova criação de Deus consistirá em libertar o
Universo e a Terra de seu atual estado de imperfeição, e colocá-los em
conformidade com Seu desígnio. Consequentemente, enquanto a nova criação
será diferente da antiga, haverá alguma continuidade entre as duas.
Como a antiga, a nova Terra será um lugar real, tangível, habitado por
seres reais, físicos. A Nova Terra será o nosso planeta renovado,
purificado, por assim dizer, pelo fogo (2Pe 3:10-13).

7. De que forma João retrata os aspectos físicos da Nova Jerusalém, a capital da Nova Terra? Ap 21:11–22:5

Uma
coisa é clara: estamos falando de um lugar literal e físico. A heresia
pagã de que a matéria é má e o espírito é bom, mais uma vez é
desmascarada pelas Escrituras. Embora as palavras sejam limitadas no que
podem transmitir, mesmo as palavras inspiradas, elas podem nos levar a
entender que uma herança real nos espera. É importante lembrar que este
mundo, com todas as suas imperfeições, não mais está como foi planejado.
É uma aberração, que Cristo veio para corrigir. Em contraste com isso, a
descrição do Apocalipse, não importando quanto seja difícil entender
(conhecendo apenas um mundo caído), é a realidade eterna que nos espera.
Que esperança temos, especialmente em comparação com os que acreditam
que a morte é o fim de tudo!

Quinta     Ano Bíblico: Ap 15–17

A vida na Nova Terra

8. De que forma a incrível presença de Deus modificará a experiência dos habitantes da Nova Terra? Ap 21:3

Talvez
não haja, em toda a Bíblia, uma visão tão inspiradora quanto essa,
apresentada por João, o revelador. A Nova Terra será não apenas o lar
das criaturas humanas, mas também de Deus. O Criador do Universo, santo e
transcendente, agraciará com Sua presença a comunidade dos redimidos.
Deus sempre permanecerá distinto de Suas criaturas, mas na Nova Terra, a
separação entre Deus e a humanidade, provocada pelo pecado, será
removida.

Além disso, a verdadeira comunhão será restaurada, não
apenas entre Deus e os seres humanos, mas entre os humanos e a natureza,
e dentro da própria natureza. João diz que ali não mais haverá maldição
(Ap 22:3), e a expectativa profética da cessação da hostilidade no
mundo animal também será cumprida (Is 65:25).

Além da restauração
da comunhão completa, a eliminação do “gemido da criação” significa que
todas as coisas prejudiciais (decadência, doença, morte e sofrimento)
serão coisas do passado (Rm 8:21; Ap 21:4).

9. Leia o Salmo 8. Qual é a mensagem para nós nesse texto, especialmente à luz do que estudamos neste trimestre?

Muitas
são as implicações da presença de Deus para a vida na Nova Terra,
especialmente porque a ciência tem revelado, como nunca antes, o tamanho
e a extensão da criação de Deus. O tamanho estimado do Universo
“visível” é de muitos bilhões de anos-luz. No entanto, os cientistas
agora especulam que esse Universo imenso e vasto representa apenas cerca
de sete por cento do que realmente existe!

Reflita: O Criador
não apenas morreu por nós, mas habitará conosco pela eternidade! Em
algum ponto, por causa dos limites de nossa mente caída, temos que parar
de tentar pensar sobre isso de forma racional e, em lugar disso,
devemos nos ajoelhar, adorar e louvar Aquele que não somente nos criou,
mas nos redimiu, e promete viver conosco eternamente.

Sexta Ano Bíblico: Ap 18, 19

Estudo adicional

No
culto típico, o sumo sacerdote, havendo feito expiação por Israel, saía
e abençoava a congregação. Assim Cristo, no fim de Sua obra de
mediador, aparecerá, ‘sem pecado, … para a salvação’ (Hb 9:28), a fim
de abençoar com a vida eterna Seu povo que O espera. Como o sacerdote,
ao remover do santuário os pecados, confessava-os sobre a cabeça do bode
emissário, semelhantemente Cristo porá todos esses pecados sobre
Satanás, o originador e instigador do pecado.

O bode emissário,
levando os pecados de Israel, era enviado ‘à terra solitária’ (Lv 16:22,
RC); de igual modo Satanás, levando a culpa de todos os pecados que
induziu o povo de Deus a cometer, estará durante mil anos circunscrito à
Terra, que então se achará desolada, sem moradores, e ele sofrerá
finalmente a pena completa do pecado, nos fogos que destruirão todos os
ímpios” (O Grande Conflito, p. 485, 486).

Escola Bíblica Sabatina




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