DA RENÚNCIA

DA RENÚNCIA

Mais um tema é apresentado na interpretação completa que Jesus faz da Lei do Deus no AT. Em Mt 5:38-42 o tema apresentado é a vingança.  Se aos antigos foi autorizado algum ato de retribuição, Jesus agora afirma que a verdadeira retribuição do discípulo radical é a não resistência.
Acompanhe o encadeamento da radicalidade do discipulado.  A primeira implicação do que Jesus tem a dizer é que aquele que se dispõe a seguir a Jesus tem que, deliberadamente, renunciar a qualquer direito que imagina ter.  A minha vida e os meus direitos estão mortos no discipulado porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro (Fl 1:21).
Desta renúncia me vem a realidade de que a minha vida já foi exposta e entregue na cruz de Cristo e nela está depositada toda a minha atual existência.  Sem esta entrega na cruz não há vitória para o discípulo.  Sem a autonegação da cruz não há vida. É sério o que Paulo declara aos romanos: “Ora, se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Rm 6:8). 
Uma última implicação das palavras de Jesus também pode ser lidas ainda em Paulo: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem” (Rm 12:21).  Renunciar o direito à vingança e à retribuição do mal sofrido não é admitir a derrota do cristão diante das forças malignas deste mundo, mas é enfrentá-las com uma força ainda maior: o mal vence o bem não lhe confrontando mas lhe sobrepujando.
Que eu, tendo sido já chamado ao discipulado, me entregue completamente ao caminho da renúncia da cruz para que alcance a vitória final em Cristo Jesus, para sua glória.

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