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O amor de Deus dura para sempre

LEITURAS Salmo 136.1-9   Gênesis 9.8-17 Efésios 3.14-21 Marcos 6.45-56

Tema: O amor de Deus dura para sempre …

Os astronautas que foram até a Lua testemunharam que a imagem mais bonita que eles enxergaram lá de cima não foi a Lua, foi a própria Terra. Ela é toda azul. E qual a impressão que eles tiveram da Lua? Edwin Aldrin, o segundo homem que pisou na Lua, fez uma descrição intrigante: “Um lugar tão desolado, tão completamente sem vida”.

Acho que estes homens que foram até este lugar sem vida, devem ter voltado felizes da vida, ao chegarem no planeta Terra e perceberem a grande diferença entre a Terra e a Lua.

Me parece que as vezes a única maneira de se valorizar as coisas boas é comparando com as coisas ruins.  Por exemplo: só se dá valor a saúde quando se está doente. Só se dá valor a comida quando não tem o que comer. Só se dá valor a chuva quando existe estiagem, seca… E assim é com tudo.
Assim também é com o amor de Deus.

É por isto, quem sabe, que o salmista no Salmo 136 tem que repetir 26 vezes “o amor de Deus dura para sempre”. Pode até ser cansativo ouvir e dizer que o amor de Deus dura para sempre. Mas não ficamos cansados em ver a Lua, que sempre está lá, a 400 mil quilômetros de distância, refletindo a luz do Sol.

Por isto a salmista confessa:

“Ele fez o sol e a lua, o seu amor dura para sempre. Fez o sol para governar o dia; o seu amor dura para sempre. Fez a lua e as estrelas para governarem a noite; o seu amor dura para sempre”.

Acredito que a grande causa de esquecermos o amor de Deus, está no fato de não reconhecermos que foi ele que fez, que foi ele que criou.

Por exemplo, os evolucionistas não acreditam que foi Deus que fez a Lua, o Sol, a Terra, e tudo o que existe. Dizem que tudo é produto do Big Bang e da evolução – isto é, do acaso.

Por isto este Salmo deve ser uma grande bobagem para eles. Porque agradecer por uma coisa que Deus não fez? Para um Deus que nem existe?

Mas isto também acontece conosco, cristãos. Nós, que cremos que Deus criou o céu e a terra, conforme afirmamos no Credo Apostólico. É que esquecemos da explicação de Lutero: (outra versão)

“Creio que Deus me criou junto com todas as criaturas, e me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, inteligência e todos os sentidos, e ainda os conserva; além disto, me dá roupa, calçado, comida e bebida, casa e lar, família, terra, trabalho e todos os bens. Concede cada dia tudo o que preciso para o corpo e a vida; protege-me contra todos os perigos e guarda-me de todo o mal. E faz tudo isso unicamente por ser meu Deus e Pai bondoso e misericordioso, sem que eu mereça ou seja digno. Por tudo isso devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer-lhe. Isto é certamente verdade”.
“Por tudo isso devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer-lhe. Isto é certamente verdade”.

Não é assim que acontece? A gente volta de uma viagem de carro, sãos e salvos, sem nenhum acidente, e acha que foi obra do acaso. Não agradecemos a Deus por que achamos que isto é obra do acaso. Nesta hora nos tornamos evolucionistas.

Levantamos de manhã, com saúde, tomamos café, vamos ao trabalho, almoçamos, jantamos, e retornamos ao nosso lar, a nossa cama, e achamos que foi um dia normal, que tudo aconteceu por acaso. E por isto esquecemos de agradecer pelo dia, pelas coisas. Por que? Porque esquecemos que Deus é o criador e o doador. E nos tornamos evolucionistas…

Mas daí, de repente num certo dia, no meio da viagem, acontece um acidente. Neste momento somos criacionistas, e perguntamos: Mas porque, ó Senhor, tu deixaste acontecer isto comigo?

Noutro dia perdemos o emprego, e olhamos para os céus, e daí lembramos que é Deus quem nos sustenta, e evidentemente reclamamos: – Porque, ó Senhor, tu permites que isto aconteça comigo?

Infelizmente é assim. Precisamos ir até a Lua, ver a desolação, a falta de vida, e enxergar a Terra de longe, para perceber a consolação, a vida, o amor de Deus que dura para sempre.

Na leitura do Antigo Testamento, a história do Dilúvio tem algo importante a nos dizer no meio disto. O Dilúvio é certamente a forma mais radical que Deus encontrou para mostrar que ele é o Criador.

Diz o texto que Deus fez uma aliança de que nunca mais destruiria a terra daquele jeito. E colocou um sinal: “O arco-íris é o sinal da aliança que estou fazendo com todos os seres vivos que vivem na terra” Gênesis 9.17

O que Deus faz aqui, penso eu, é um marketing, uma propaganda desta aliança. Para alguém que não conhece esta história bíblica, ou não acredita nela, o arco-íris é uma coisa simples da natureza. Mas para nós, cristãos, é um sinal do amor de Deus. Um sinal de que Deus nos protege e nos sustenta.

Segundo a explicação da ciência, “a aparência do arco-íris é causada pela dispersão da luz do sol que sofre refração pelas gotas de chuva”.

Em outras palavras, é o reflexo da luz do sol. Só que tem um detalhe, o arco-íris não existe realmente numa posição localizada do céu, mas é uma ilusão de óptica que depende da posição da pessoa que observador.

Estas explicações científicas me fizeram pensar sobre o significado bíblico do arco-íris. Por que, dependendo a posição do observador, ele vai enxergar ou não vai enxergar. Isto é, se é um cristão consciente, o arco-íris vai lembrar a aliança de Deus, para que confiemos nele, pois Deus sempre cumpre as alianças que faz. Mas se é um cristão inconsciente, ou um descrente, as “cores” desta aliança não vão ser percebidas.

Foi o que aconteceu com os discípulos de Jesus. Devido a posição deles, eles não enxergaram o arco-íris.

Conforme o Evangelho, eles estavam atravessando o lago, e Jesus ficou em terra, orando. Estava escuro, e um vento muito forte impedia que os discípulos chegassem no outro lado. Eles estavam em sérios apuros.

No evangelho tem um detalhe que deveria chamar a nossa atenção, quando também passamos por tempestades e não conseguimos sair do lugar: “Ele viu que os discípulos estavam remando com dificuldade”.

Jesus nunca deixa de ver. Ele sempre está atento a tudo o que se passa em nossa vida.

Seja qual for a situação de perigo, de problemas, lá está o amado Senhor, olhando.

Mas ele não olha apenas. Diz o Evangelho que “Jesus foi até lá, andando em cima da água”. E aqui outro detalhe interessante: “e ia passar adiante deles”.

Duas coisas aqui: Jesus vem até nós, e a sorte nossa que vem sem a gente pedir. Ele observa e vêm.

Mas diz o texto que “ele ia passar adiante”. Os discípulos viram Jesus andando sobre as águas, mas só que ele não veio direto a eles, passou por perto. Mostrou a sua presença poderosa, andando sobre as águas tumultuadas, mas ao mesmo tempo passou por perto e se manteve a uma certa distância.

Por que Jesus não veio logo em direção a eles?

Na verdade, Jesus também espera por uma reação. No caso dos discípulos, Jesus queria que eles o notassem, o reconhecessem, e de alguma forma, pedissem por ajudar.

Mas eles confundiram o Senhor com um fantasma e ficaram apavorados. Triste miopia espiritual. Coisa que acontece com a gente. Ele está perto de nós, mas não conseguimos vê-lo, porque a falta de fé e o conseqüente medo atrapalha a nossa visão. Estão lembrados? Dependendo da posição, a gente não enxerga o arco-íris…

Será que o nosso problema não é o mesmo dos discípulos? Diz o evangelista que a “mente deles estava fechada, e eles não tinham entendido a milagre dos pães”.

Não tenho dúvidas de que este também é o motivo para nossas fraquezas espirituais, quando vemos tantos fantasmas na nossa frente, e nos apavoramos. Temos uma mente fechada, isto é, falta conhecimento da Palavra de Deus, falta entendimento dos milagres do dia a dia, de que o pão de cada dia e todas as coisas que temos vem das mãos de Deus – assim como foi a multiplicação dos pães e dos peixes.

Estamos agora com medo da gripe A – a gripe suína. Uma das recomendações é estarmos bem alimentados, com o corpo saudável, a fim de termos os anti-corpos contra este vírus.

É assim quanto a este vírus que se abateu na alma dos discípulos. Eles não tinham os anti-corpos, ou melhor, os anti-almas. Faltava na vida deles mais conhecimento sobre Jesus. Mas eles ainda estavam no começo de seu aprendizado. Eles estavam no primeiro ano do curso de Teologia…

Na verdade, se a gente não se nutrir adequadamente da Palavra de Deus, a “influenza” do vírus A, isto é, a desconfiança com Deus, vai nos atingir em cheio. E se não houver um bom tratamento, isto pode ser fatal.

Por isto a oração do apóstolo Paulo aos cristãos de Éfeso, conforme a Epístola:

“Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês. E oro para que vocês tenham raízes e alicerces no amor, para que assim, junto com todo o povo de Deus, vocês possam compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. Sim, embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a sua natureza”.  (Efésios 3.17-19)

“Compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade” é o que todos precisamos, especialmente nestes tempos de pandemia de religiões, quando Cristo é qualquer coisa, menos aquele que livra do vírus do pecado.

Também nós estamos contaminados por este vírus, o pecado. Já nascemos com ele, herança dos nossos pais. Mas no batismo recebemos a vacina.

No entanto, assim como a gripe, o pecado sempre vem de novo (sofre mutações), e age através do diabo e do mundo.

Só existe uma forma de combater este vírus e nos livrar da morte eterna. Paulo diz em nossa Epístola: “Por meio do seu poder (de Deus) que age em nós, pode fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos”

Este poder é o amor de Deus, que dura para sempre.

Nesta semana quando foi lembrado os 40 anos da chegado do homem à Lua, uma pesquisa mostrou que 8% dos americanos não acreditam nesta história. Dizem que é uma farsa. Muitas pessoas, também aqui no Brasil, têm dúvidas, e quem sabe até você.

Isto até é compreensível, pois vivemos num mundo de muita mentira, e é normal este tipo de desconfiança.

Esta descrença não vai mudar muita coisa na vida da pessoa.

No entanto, tem mundo gente que não acredita que Deus pisou o solo da Terra há 2 mil anos e aqui deixou a sua própria vida. Esta desconfiança traz conseqüências para a eternidade.

Nós cremos que Deus não apenas criou a Terra e tudo o que existe, mas também veio a Terra, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna. Porque o amor de Deus dura para sempre. Amém.

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